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Recuperação de Mata Ciliar

Implantação de um Sistema Agroflorestal Didático em Escola Rural

Na escola Rural Municipal Olimpia Breyer, localizada no bairro Cachoeira, da pré escola ao 5º ano, com uma média de duzentos alunos de várias localidades da zona rural, implantamos um Sistema Agroflorestal Didático, a fim de desenvolver a metodologia por nucleação. Como o solo era pobre em nutrientes e muito úmido, optamos em rotativar toda a área e realizar encanteiramentos para drená-lo. Em seguida fizemos a semeadura da adubação verde a fim de produzir matéria orgânica e nitrogenar o solo. Esta atividade foi realizada com todos os alunos da escola por meio da disciplina de Educação Física.

A adubação verde é uma prática permanente na agrofloresta e diversas espécies podem ser utilizadas, o importante é que sejam leguminosas porque estas plantas tem o poder de tirar o nitrogênio do ar e fixar no solo, elemento este muito importante no processo de biodegradação da matéria orgânica. Neste desenho trabalhamos com a crotalária, espécie de verão, durante 9 meses, quando realizamos o manejo e implantamos o SAF.

Crotalária 3 meses após a semeadura. A adubação Verde é manejada no período da floração, pois é este o período em que o nitrogênio é fixado no solo. A fim de ter sementes para o próximo verão é importante deixar algumas fileiras sem a poda.

A crotalária foi menejada e encanteirada nos murundus (áreas de plantios) e no solo descoberto foi realizada uma nova semeadura de adubação verde, pois o solo nunca deve ficar descoberto. Neste período foram plantadas as espécies florestais frutíferas de 4m em 4m a fim de formar um pomar por extrato de desenvolvimento de cada espécie.

Após 11 meses as espécies florestais estavam se desenvolvendo sem perda e entre elas foi plantadas espécies agrícolas. Em todos os núcleos foram plantados Ingás porque é uma espécie florestal que cumpre a função da adubação verde, já que é uma leguminosa e aceita podas. Assim temos um adubo verde permanente em cada núcleo acelerando o crescimento das outras espécies.

Imagem do SAF após 11 meses de instalação. Em cada núcleo plantamos de 4 a 5 espécies frutíferas nativas diferentes da Floresta Atlântica.

7 meses após a implantação do SAF

14 meses de SAF

14 meses de SAF sendo enriquecido com adubação verde (feijão de porco) entre as leiras.

Implantação de um SAF em Área Impactada pela Criação de Vacas

Nesta área, na propriedade da Vovó Meri, estamos iniciando a implantação do SAF com adubação verde, pois o solo havia sido bastante pisoteado por duas vacas. 
A área foi dividida e a equipe da UGPS/COPEL fez a cerca para as vacas não invadirem o SAF. 
A equipe de campo do RAPPs rotativou e encanteirou a área, posteriormente semeou feijão de porco nos murundus e crotalária nas leiras que estão crescendo (um mês após a semeadura). Em junho a crotalária foi manejada e implantado o SAF com espécies frutíferas nativas da Floresta Atlântica. 

As leguminosas, crotalária e feijão de porco, duas espécies de adubação verde de verão, em 4 meses estão com floradas, prontas para o manejo, pois é neste estagio que a planta fixa o nitrogênio no solo. Utilizamos estas espécies porque também promovem a descompactação do solo causada pelo pisoteio das duas vacas que a proprietária criava no local. 

Após 4 meses de semeadura da adubação verde a crotalária e o feijão de porco foram roçados, deixando algumas leiras para a coleta de sementes. Nos murundus foi colocada a palhada da roçada e entre eles semeada uma adubação verde de inverno, a ervilhaca comum, a fim de cobrir o solo e disponibilizar matéria orgânica para as áreas de plantios, já que o sítio não dispõem de muita para tal.

Como a proprietária não estava com pressa de plantar no SAF, cobrimos as áreas destinadas a agricultura com nova semeadura de adubação verde, só que de inverno, e realizamos o plantio das espécies florestais entre os murundus, utilizando apenas três em cada núcleo, que futuramente pode ser enriquecido, a fim de criar um pomar agroflorestal. Em cada núcleo plantamos uma frutífera nativa, diversificando as espécies, um ingá, que servirá de adubação verde permanente, e uma arbustiva: o mana cubiu a fim de gerar renda a curto prazo enquanto as frutíferas se desenvolvem.

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