Diante da ameaça de inviabilização das atividades portuárias, em função dos elevados custos com as dragagens de manutenção, como o caso dos Portos de Antonina e de Paranaguá, torna-se necessária a investigação da dinâmica do processo de assoreamento, visando o desenvolvimento de planos de ação que venham a atenuá-lo e, com isto mitigar tanto os impactos ambientais como os custos das dragagens portuárias em médio prazo.
Contudo, não convém buscar entender esse processo de assoreamento a partir do local de deposição de sedimentos, mas sim das áreas fontes. Como alternativa para estudos ambientais, sugere-se a utilização das bacias hidrográficas como unidades de intervenção, destacando-se como vantagem relevante a possibilidade de se identificar as relações de causa-efeito.
Nesta perspectiva surgiu o Programa CAD (Contaminantes, Assoreamento e Dragagem no Estuário de Paranaguá), o qual será apresentado no presente artigo, sendo contempladas as fases desde sua criação até o estágio atual de seu desenvolvimento, além das perspectivas de sua continuidade. Portanto, o objetivo do presente trabalho não é discutir os resultados técnico-científicos obtidos por meio do Programa CAD, os quais estão descritos em BOLDRINI
et al . (2007) e BOLDRINI
et al ., (2008) , mas apenas de organizar para o leitor as suas diferentes fases, sendo que os trabalhos relacionados à compreensão do processo de assoreamento da Baía de Paranaguá serão enfatizados.
Referências Bibliográficas
BOLDRINI, E. B.; SORAES, C. R.; PAULA, E. V. (Orgs.). Dragagens Portuárias no Brasil: Licenciamento e Monitoramento Ambiental. Antonina: Governo do Estado do Paraná; SEMA/PR; ADEMADAN; UNIBEM. 2007.
BOLDRINI, E. B.; SORAES, C. R.; PAULA, E. V. (Orgs.). Dragagens Portuárias no Brasil: Engenharia, Tecnologia e Meio Ambiente . Antonina: ADEMADAN; UNIBEM e MCT. 2008.