Antonina é um município do litoral norte paranaense, de importância histórica, cuja ocupação remonta os albores da colonização brasileira, tendo como marco, mais precisamente, o século XVII. Durante todo esse século a região se desenvolveu através da exploração do ouro de lavagem dos rios que descem da Serra do Mar. Entretanto, quando foi descoberto o precioso metal em Minas Gerais, ocorreu um deslocamento populacional para as terras mineirnas.
Durante o século XVIII desenvolveram-se as primeiras sesmarias na região, então chamada de Guarapirocaba, tendo início o comércio com o planalto, cujas mercadorias eram transportadas pelos íngremes caminhos da Serra do Mar, sobre o lombo de mulas de carga, vencendo as águas do rio Nhundiaquara até uma região chamada Porto de Cima - atualmente pertence ao município de Morretes. Em 1797, o pequeno povoado, cuja população também era chamada de capelista, conquistou sua autonomia após longos anos de luta política para desvincular-se da Vila de Paranaguá, passando então a ser denominada de Antonina, em homenagem a Dom Antônio, filho do Regente D. João VI e Dona Carlota Joaquina. Nesta época Antonina pertencia ao Estado de São Paulo.
Devido à localização geográfica do município e a sua baía a economia do município sempre esteve condicionada às atividades portuárias, a ponto de, no início do século XX, o Porto Barão de Teffé ter sido considerado o 4° maior porto exportador do Brasil.
O Porto de Antonina paralisou e retomou suas atividades por diversas vezes ao longo do século passado, criando, no imaginário popular, uma identidade cultural de constante luta pelas atividades portuárias como fonte de renda e salário para a população. Nos períodos de estagnação portuária a população local garantiu sua existência material através do extrativismo que a rica, e relativamente preservada, biodiversidade da Mata Atlântica permitia.
Atualmente o Porto de Antonina é formado por três terminais, O terminal do Matarazzo é privado e não está em operação; o Porto Barão de Teffé é público, opera eventualmente com barcaças, de forma privatizada, na importação de fertilizantes com destino ao interior do Paraná e Estado do Matogrosso; e o Terminal da Ponta do Félix, um terminal privado que opera com características de Porto Organizado, cujos acionistas são de fundos de pensão brasileiros sendo a PREVI a maior acionista. A região é uma área pública arrendada por 20 anos desde 1996. A Ponta do Félix opera prioritariamente para exportação de cargas congeladas para a Rússia, Oriente Médio e Europa e carga geral, entre elas ferro, bobina de papel e madeira. Esta empresa conta com um moderno Sistema de Gestão Ambiental, cuja Política é fundamentada no Artigo 12 do Protocolo de Kyoto. A ADEMADAN é parceira da empresa em alguns projetos do SGA, como o de Água de Lastro, o Programa CAD e o de Tratamento de Esgoto por Zona de Raízes (Projeto Junco).